Durante os três primeiros meses de 2021, o mercado imobiliário movimentou R$ 963 milhões em valores transacionados em Cuiabá. Os dados são da Fecomércio-MT, e demonstram um aumento de 47% na comparação com o mesmo período de 2020. O resultado também é o maior da série histórica para o período desde o início da pesquisa, iniciada em 2015, quando foram comercializados R$ 656 mi em imóveis.

Quando observado o valor em financiamentos, houve um salto de R$ 136 milhões no 1º trimestre de 2020 para R$ 225 milhões no mesmo período de 2021, um aumento de 65,6%. Já o percentual financiado passou de 20,7% para 23,4%. Ainda de acordo com a pesquisa, com relação ao número de unidades comercializadas, houve aumento de 48,4% de 2020 para 2021, chegando a 2.782 imóveis vendidos.

Segundo o vice-presidente administrativo do Sindicato da Habitação (Secovi-MT), Guido Grande Júnior, o crescimento deve-se à redução da taxa básica de juros, a Selic. “Com a taxa reduzida, existe uma certa facilidade na aquisição de imóveis, por exemplo, pois permite financiamentos mais acessíveis para a população”, comentou.

A alta no número de imóveis também foi explicada pelo vice-presidente administrativo como uma válvula de escape para a baixa atratividade no mercado de investimentos, levando os investidores a aplicarem o dinheiro em imóveis. “O mercado imobiliário é uma ótima alternativa, porque permite o investimento em uma economia real, além de trazer maior segurança para o proprietário”, explicou.

A pesquisa mostra que o maior número de imóveis comercializados é usado, com 2.474, contra 308 novos. As regiões mais procuradas são a Leste e a Oeste, consideradas áreas residenciais da capital mato-grossense. O estudo de evolução do mercado imobiliário conta com o apoio da Fecomércio-MT e é realizado pelo Secovi-MT em uma parceria com a Secretaria de Fazenda do município de Cuiabá, com fonte dos dados do ITBI municipal.

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